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Em atualização contínua (pode conter valores desatualizados)

Certificados do Tesouro

O produto de Certificados do Tesouro atualmente em comercialização é o CTPV (Poupança Valor), com prazo de 5 anos e taxa indexada à Euribor 12M. O CTPC (Poupança Crescimento) está suspenso para novas subscrições desde 10/09/2021 mas continua relevante para quem tem posições ativas. Existe ainda o Certificado de Aforro (CA), com taxa indexada à Euribor 3M, juros mensais e maior liquidez. Todos emitidos pelo IGCP, com capital garantido pelo Estado português.

CTPV
Produto ativo
Euribor 12M + margem
5 anos
Prazo CTPV
capital garantido
€1k
Mínimo
subscrição
28%
Retenção
taxa liberatória

Os Certificados do Tesouro são instrumentos de poupança com garantia do Estado português, emitidos pelo IGCP. Este guia cobre os três produtos: o CTPV (atualmente em comercialização), o CTPC (produto legado, suspenso para novas subscrições) e os Certificados de Aforro (CA).

O que é

Guia completo sobre os três produtos de poupança do Estado português: CTPV (em comercialização), CTPC (produto legado) e Certificados de Aforro. Inclui simulador e comparação com depósitos a prazo e ETFs.

O que aprendes

Como funciona o CTPV (taxa Euribor 12M, prazo 5 anos), as diferenças para os CTPC e CA, a tributação de 28% na fonte, e quando faz sentido resgatar antecipadamente.

O que podes fazer

Simular o rendimento para CTPC e comparar diretamente com depósitos a prazo e ETFs. Para subscrever o CTPV, aceder ao AforroNet ou ao balcão dos CTT.

Os produtos de aforro do Estado

O IGCP (Instituto de Gestão do Crédito Público) emite três produtos de poupança destinados exclusivamente a particulares residentes em Portugal: o CTPV, o CTPC e os Certificados de Aforro (CA). Ao subscreveres qualquer um destes produtos, estás a emprestar dinheiro ao Estado português em troca de juros, com garantia soberana.

Em comercialização

CTPV: Certificado do Tesouro Poupança Valor

  • Prazo: 5 anos (resgate possível após os primeiros 6 meses)
  • Taxa: Euribor a 12 meses + margem definida pelo IGCP, atualizada anualmente
  • Juros: pagos anualmente, já líquidos de IRS (28% retido na fonte)
  • Subscrição: AforroNet, CTT ou Portal das Finanças
  • Mínimo: €1.000 por subscrição
  • Máximo: €250.000 por titular
  • Liquidez: D+3 após o pedido de resgate (após 6 meses do início)
  • Confirma a taxa atual: AforroNet ou igcp.pt

O CTPV indexa a remuneração à Euribor 12M, pelo que o rendimento varia ao longo do tempo com as taxas de mercado. Confirma sempre a taxa exata e a margem em vigor no IGCP antes de subscrever.

Suspenso (produto legado)

CTPC: Certificado do Tesouro Poupança Crescimento

Prazo: 7 anos. Taxas base: 0,75% (ano 1) a 2,25% (ano 7), crescentes. Prémio: 0,850% (março 2026, indexado ao crescimento do PIB). Juros: anuais, não capitalizam.

Novas subscrições suspensas desde 10/09/2021. Quem já tem posições ativas pode gerir em AforroNet. Resgate possível após 1 ano (D+3).

Em comercialização

CA: Certificados de Aforro (Série E)

  • Prazo: Indeterminado (sem prazo fixo)
  • Taxa: Euribor a 3 meses + margem definida pelo IGCP
  • Juros: creditados mensalmente (com capitalização automática)
  • Subscrição: AforroNet, CTT ou Portal das Finanças
  • Mínimo: €100
  • Máximo: €250.000 por titular
  • Liquidez: D+3 após 3 meses da subscrição
  • Tributação: 28% retido na fonte sobre os juros mensais

Os CA são o produto mais líquido dos três e com maior capitalização automática (juros mensais reinvestidos). A desvantagem é a exposição à queda da Euribor 3M, mais volátil do que a Euribor 12M. O rendimento líquido pode ser competitivo face a depósitos a prazo, mas depende do nível atual da Euribor e da margem aplicada. Confirma taxa e margem em vigor no IGCP.

Só para residentes em Portugal

Todos os produtos do IGCP são exclusivos para particulares com residência fiscal em Portugal. Não está disponível a subscrição por não-residentes nem por empresas.

Como funcionam os CTPC

Os CTPC têm uma estrutura de taxas crescente por anos, com prazo total de 7 anos. A partir do 2.º ano, à taxa base soma-se um prémio ligado ao crescimento do PIB. Os juros são pagos anualmente (não capitalizam automaticamente no produto).

Estrutura de taxas CTPC (base oficial + prémio desde o 2.º ano)

AnoTaxa brutaTaxa líq. (28%)Barras
Ano 1 0,75% 0,54%
Ano 2 0,75% + prémio (taxa × 72%)
Ano 3 1,05% + prémio (taxa × 72%)
Ano 4 1,35% + prémio (taxa × 72%)
Ano 5 1,65% + prémio (taxa × 72%)
Ano 6 1,95% + prémio (taxa × 72%)
Ano 7 2,25% + prémio (taxa × 72%)

Novas subscrições de CTPC estão suspensas desde 10/09/2021. O prémio de remuneração divulgado pelo IGCP para março de 2026 é de 0,850%. Consulta sempre AforroNet e o IGCP.

Simulador de Rentabilidade

€11.485
Valor final bruto
€1.485
Juros brutos
€416
Imposto (28%)
€1.069
Ganho líquido

Cálculo indicativo para titulares de CTPC: taxas base oficiais (0,75% a 2,25%) e prémio de 0,850% aplicado do 2.º ao 7.º ano, apenas para simulação. Nos CTPC, os juros são pagos anualmente e não capitalizam no produto. Para comparar com ETFs e PPRs, usa o simulador completo.

Como subscrever

CTPV e Certificados de Aforro (produtos em comercialização)

1

Cria conta no AforroNet ou acede ao Portal das Finanças

Acede a aforronet.igcp.pt com a tua Chave Móvel Digital ou Cartão de Cidadão. Alternativamente, podes subscrever nos balcões dos CTT ou pelo Portal das Finanças.

2

Escolhe o produto e confirma a taxa em vigor

Para o CTPV verifica a taxa Euribor 12M + margem aplicável à tua subscrição. Para os CA confirma a taxa Euribor 3M + margem. As taxas são publicadas mensalmente pelo IGCP. Mínimo €1.000 (CTPV) ou €100 (CA).

3

Confirma o IBAN de suporte

Mantém atualizado o IBAN da conta bancária de suporte. Os juros e resgates são creditados nessa conta.

4

Acompanha e gere em AforroNet

Todos os teus produtos do IGCP (CTPV, CA e CTPC existentes) ficam visíveis em AforroNet. Podes pedir resgate parcial ou total a qualquer momento após o período mínimo (6 meses no CTPV, 3 meses nos CA). Liquidação típica em D+3.

CTPC (produto legado: gerir posições existentes)

1

Confirma se tens CTPC ativos

Acede ao AforroNet para consultar posições existentes. Os CTPC estão suspensos para novas subscrições desde 10/09/2021.

2

Acompanha o prémio anual e planeia o resgate

O prémio de remuneração é publicado mensalmente pelo IGCP. Para março 2026 está em 0,850%. Podes resgatar após 1 ano (D+3). No vencimento dos 7 anos o capital é reembolsado automaticamente para o teu IBAN.

Tributação dos Certificados do Tesouro

Os juros dos Certificados do Tesouro são sujeitos a retenção na fonte de 28% no momento do resgate. Esta taxa é liberatória, o que significa que não precisas de declarar os rendimentos no IRS, a menos que optes pelo englobamento.

Quando compensa englobar?

O englobamento substitui a taxa liberatória de 28% pela tua taxa marginal de IRS. Compensa se o teu rendimento coletável (incluindo os juros) se enquadrar num escalão com taxa inferior a 28%. Consulta a tabela de escalões em vigor no Portal das Finanças para o ano fiscal em causa.

Atenção: englobar é uma decisão global: se englobares os juros dos CT, tens de englobar todos os rendimentos de capitais do mesmo ano. Simula sempre ambos os cenários. Para a maioria das pessoas com rendimentos médios, a taxa liberatória de 28% é a mais prática.

Os juros já foram tributados na fonte pela entidade pagadora, pelo que não necessitam de declaração obrigatória no IRS. Só declaras se optares pelo englobamento (Anexo E).

CTPV vs CA vs Dep. a Prazo vs ETFs

Critério CTPV CA Dep. a Prazo ETFs globais
Risco Soberano PT Soberano PT FGD até €100k Mercado
Taxa (mar. 2026) Euribor 12M + margem Euribor 3M + margem 2–3,5%/ano 7–10%/ano (hist.)
Prazo 5 anos Indeterminado Fixo (variável) Livre
Liquidez D+3 (após 6 meses) D+3 (após 3 meses) Variável D+1/D+2
Juros Anuais Mensais (capitalizam) No vencimento Ganho na venda
Tributação 28% na fonte 28% na fonte 28% na fonte 28% na venda
Ideal para Poupança 5 anos, capital garantido Fundo emergência alargado Curto prazo Longo prazo, 5+ anos

Conclusão prática: para quem quer capital garantido e um horizonte de 5 anos, o CTPV é o produto de referência. Os CA são preferíveis quando queres maior liquidez (resgate após 3 meses) e capitalização automática dos juros mensais. Para horizontes longos com maior tolerância ao risco, ETFs globais têm retorno histórico muito superior, mas com volatilidade.

Queres comparar com PPR ou ETF a longo prazo? →

Perguntas Frequentes

As dúvidas mais comuns sobre os Certificados do Tesouro, respondidas com rigor.

São três produtos de poupança do Estado português, com objetivos e regras diferentes.

CTPV (produto ativo): é o Certificado do Tesouro atualmente em comercialização, com prazo de 5 anos, taxa indexada à Euribor 12M e juros anuais. CTPC (produto legado): está suspenso para novas subscrições desde 2021, tem prazo de 7 anos e juros anuais.

Certificados de Aforro (CA): geridos pelo IGCP através do AforroNet, prazo indeterminado, com taxa indexada à Euribor a 3 meses mais uma margem. Os juros são creditados mensalmente e o capital pode ser resgatado após 3 meses. O rendimento varia consoante a evolução da Euribor.

Em resumo: os CTPC são hoje um produto legado (sem novas subscrições) com remuneração previsível por tabela base + prémio, enquanto os CA têm maior liquidez e rendimento variável.

Não. Os CTPC têm um prazo mínimo obrigatório de 1 ano antes de qualquer resgate ser possível. Durante o primeiro ano, o capital fica completamente imobilizado.

A partir do primeiro aniversário da subscrição, podes resgatar em qualquer momento, recebendo os juros correspondentes ao número de anos completos decorridos. O prazo de liquidação após o pedido de resgate é D+3 dias úteis.

Atenção: por esta razão, os CTPC não são adequados como fundo de emergência imediato. Se podes precisar do dinheiro em menos de 12 meses, usa um depósito a prazo com liquidez ou uma conta poupança.

No vencimento (ao fim de 7 anos), o IGCP reembolsa automaticamente o capital nominal para o teu IBAN. Os juros são pagos anualmente ao longo da vida do produto, já com a retenção de IRS aplicável.

Não existe renovação automática. Se quiseres manter exposição a Certificados do Tesouro, tens de subscrever o produto que estiver em comercialização nessa data.

Conselho prático: acompanha no final de cada mês a publicação do prémio de remuneração dos CTPC no IGCP para antecipares o rendimento líquido anual.

Nos CTPC, os juros são pagos anualmente para o teu IBAN, líquidos de IRS à taxa em vigor. Não há capitalização automática dentro do produto.

Se quiseres efeito de juro composto, tens de reinvestir manualmente os juros recebidos noutra aplicação. A vantagem é teres liquidez anual dos rendimentos; a desvantagem é o retorno total depender das tuas decisões de reinvestimento.

Se preferires receber rendimentos regulares, os Certificados de Aforro são mais adequados, pois creditam juros mensalmente.

Pode valer a pena, mas depende inteiramente do teu rendimento total no ano do resgate. A lógica é simples: se a tua taxa marginal de IRS for inferior a 28%, o englobamento poupa-te dinheiro; se for superior, pagas mais.

Para saberes qual é a tua taxa marginal, consulta a tabela de escalões de IRS em vigor para o ano fiscal em causa no Portal das Finanças. Os escalões são atualizados anualmente com o Orçamento de Estado.

Exemplo: recebeste €1.485 de juros brutos acumulados no horizonte do simulador. Com taxa liberatória pagas €416 de imposto. Se a tua taxa marginal for 23%, englobando pagarias menos; se for superior a 28%, pagarias mais.

Atenção: o englobamento é tudo ou nada: ao optar por englobar os juros dos CT, tens de englobar todos os rendimentos de capitais do mesmo ano, incluindo dividendos de ETFs e outros juros. Simula sempre os dois cenários antes de decidir.

O CTPV (Certificado do Tesouro Poupança Valor) é o produto de Certificados do Tesouro atualmente em comercialização pelo IGCP. Substituiu o CTPC (suspenso desde 2021) como a opção de prazo fixo dos produtos de aforro do Estado.

Como funciona: tem um prazo de 5 anos, com a taxa de remuneração indexada à Euribor a 12 meses, acrescida de uma margem definida anualmente pelo IGCP. Os juros são pagos anualmente para o teu IBAN, já com a retenção de 28% na fonte. O capital é garantido pelo Estado.

Liquidez: podes resgatar após os primeiros 6 meses da subscrição. Ao contrário do CTPC (1 ano de imobilização), o CTPV tem um período de imobilização mais curto.

Para subscrever: acede ao AforroNet, aos balcões dos CTT ou ao Portal das Finanças. Confirma sempre a taxa Euribor 12M + margem em vigor antes de subscrever, pois varia.

Os Certificados de Aforro (CA) são o produto mais líquido do IGCP: sem prazo fixo, taxa indexada à Euribor 3M, juros mensais com capitalização automática e resgate possível após apenas 3 meses.

Vantagens face ao CTPV:

  • Capitalização mensal dos juros (efeito de juro composto automático)
  • Liquidez superior: resgate após 3 meses vs. 6 meses no CTPV
  • Mínimo de subscrição mais baixo: €100 vs. €1.000
  • Sem prazo fixo: podes manter indefinidamente

Desvantagens face ao CTPV:

  • Euribor 3M é mais volátil que a Euribor 12M (mais sensível a cortes do BCE)
  • Em ambientes de queda de taxas, o CA pode remunerar menos que o CTPV (que "bloqueia" a taxa por 1 ano)

Regra prática: para o fundo de emergência alargado, os CA são a melhor opção do IGCP: maior liquidez e capitalização mensal. Para poupança programada a 5 anos que não vais precisar, o CTPV pode dar mais previsibilidade de rendimento.

Depende do prazo que estás a considerar. Para comparações justas, usa sempre a taxa líquida (após imposto de 28%) e o mesmo horizonte temporal.

Para titulares de CTPC, a comparação deve considerar a tua taxa anual efetiva (base + prémio do ano) e o facto de os juros serem pagos anualmente. Em alguns períodos, depósitos promocionais podem superar a taxa anual dos CTPC.

Como os CTPC estão fechados a novas subscrições, esta comparação é sobretudo útil para decisões de manter ou resgatar, não para novas entradas.

Regra prática: compara sempre em base líquida (após IRS), no mesmo prazo, e com o mesmo nível de liquidez/risco.

Fontes e Referências

CTPV: produto em comercialização, taxa indexada à Euribor 12M + margem (confirmar em igcp.pt). CA: produto em comercialização, taxa indexada à Euribor 3M + margem. CTPC: produto legado, suspenso para novas subscrições desde 10/09/2021. Prémio CTPC para março 2026: 0,850%. Confirma sempre em aforronet.igcp.pt.

Como calculamos o rendimento dos Certificados

Nos CTPC, os juros são pagos anualmente e não capitalizam automaticamente. Aqui está a matemática exata usada no simulador.

1

Juros anuais com taxas base + prémio

Os CTPC usam uma taxa base anual crescente, e do 2.º ao 7.º ano soma-se um prémio divulgado pelo IGCP no mês anterior ao vencimento de juros:

juros_ano_1 = capital × 0,75%
juros_ano_t = capital × (taxa_base_t + prémio_t), t = 2..7
ganho_bruto_total = soma(juros_ano_t)

Taxas base CTPC:
0,75% | 0,75% | 1,05% | 1,35% | 1,65% | 1,95% | 2,25%

Os juros são creditados anualmente no IBAN registado. Não há capitalização automática dentro do CTPC.

2

Imposto sobre os juros (IRS)

ganho_bruto = V_final − capital
imposto = ganho_bruto × 28%
ganho_líquido = ganho_bruto − imposto

Taxa liberatória de 28% sobre juros (Art.º 71.º CIRS). Retida automaticamente pelo IGCP na fonte; não é necessário declarar no IRS (exceto se optares pelo englobamento).

3

Limites de subscrição

mínimo histórico: €1.000 por subscrição
máximo histórico: €250.000 por titular

Os CTPC estão suspensos para novas subscrições desde 10/09/2021. Prazo mínimo obrigatório de 1 ano antes de resgate para posições existentes.

Fontes: IGCP: Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (igcp.pt). Taxas verificadas em 19/03/2026. CTPC com subscrição suspensa desde 10/09/2021. Prémio divulgado para março de 2026: 0,850%. Confirma sempre em aforronet.igcp.pt e no IGCP.

Aviso: Os resultados desta ferramenta são meramente indicativos e baseiam-se em estimativas. A legislação fiscal e financeira pode estar desatualizada, verifica sempre os valores junto das entidades competentes (AT, Banco de Portugal, CMVM). Este conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, fiscal ou jurídico. Ler aviso completo.